


acima: GAL COSTA, BETHÂNIA e CAETANO e CHACRINHA e CAETANO.
O Tropicalismo surgiu como uma ruptura contra a Bossa Nova, tanto quanto esta rompeu com a estrutura do samba de morro. Entre 1967 e 1970, o Tropicalismo traz irreverência e informalidade, mas com uma teoria de fundo: a possibilidade de incorporação de tudo que era e foi considerado de mau-gosto, resgatando-o e transformando- o . Num primeiro momento, abaixo o banquinho e o violão. Depois, Caetano Veloso e Gilberto Gil, os principais nomes deste movimento, muitas vezes se apresentaram desta forma, estendendo um tapete vermelho para João Gilberto passar.
Os tropicalistas queriam convencer os intelectuais brasileiros de que CHACRINHA, o velho guerreiro, líder de audiência da televisão naquele período, era o próprio substrato da nacionalidade brasileira e que não fazia sentido a Bossa Nova não ouvir Roberto Carlos. Trocou-se o violão pelas guitarras e as roupas sociais por batas africanas coloridíssimas. Tudo isso ocorria num clima de repressão política severa em 1968. Caetano e Gil foram presos e ficaram dois anos no exílio, em Londres.
Foi em 1968, na eliminatória paulista do Festival Internacional da Canção, que tanto Gil, quanto Caetano resolvem tornar evidentes suas propostas de ruptura. Gil cantou QUESTÃO DE ORDEM e foi vaiado e desclassificado. Caetano entrou com É PROIBIDO PROIBIR, alusão ao movimento estudantil na França. Não conseguiu levar a música até o fim. Soterrado de vaias, trocou os versos por um discurso: "Nós tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos. E, quanto ao júri, é muito simpático mas é incompente". Gil fez sua música AQUELE ABRAÇO, antes de ir para o exílio.
Um comentário:
Postar um comentário